Ainda sou eu.

São três da tarde, quase beirando às quatro e já escuto do quintal da minha casa o som de fogos de artifício( ainda não é nem o natal). Me pego pensando que ainda não arrumei minha árvore de natal, nossa o ano passou, de novo apressado , atropelando tudo que estivesse à sua frente.
O que eu aprendi? O que aconteceu comigo nesse ano de 2017?
Algo em mim mudou!
Um ano cheio de tristes acontecimentos pelo mundo, mais cheio de poesia no meio dessa merda toda! Poesia essa que aprendi a enxergar, nesse ano.
Aprendi a olhar pra dentro, e vi uma luz em mim e que reside em você!
No meio do caos, do ano que transbordou o ‘carnaval’ vi a beleza do que é ser ‘Plutão’ e renascer para uma nova consciência, onde a oportunidade exite!
É tempo, já não era sem tempo, de amar!
E entendi que amar é um sentimento amplo em uma palavrinha tão pequena.
Amo o dia mesmo que ruim pois aprendo com ele! Amo o dia bom, além de ser mais fácil, esse me faz mais leve.
Amo minha família independente dos descompassos, quem faz parte, faz parte por um motivo, e tem tudo haver comigo.
Amo meus amigos e quem eu conheço, há os que me amam e há os que me ensinam.
Amo quem eu amo apenas por amar, sem motivos, sem cobranças e as vezes sem concordar.
Aprendi que não é porque eu te amo que preciso concordar com você, ou te querer sempre por perto, não é porque discordo que deixei de amar, não é porque não quero mais participar que deixei de amar.
Quando há uma diferença entre as partes, exemplo: você discorda da sua mãe, ela discorda de você, vocês não deixam de se amar por isso, são apenas ponto de vista divergentes, ponto.
Deu trabalho crescer, não vou mentir, para eu descrever a sensação é como naquele texto de Rubem Alves sobre a pipoca, me senti exatamente como aquele milho no calor de uma panela que me fez explodir. E depois da explosão eu senti que a partir daquele dia minha vida tinha mudado.
Não olho mais pro lado, nem ligo para ofensas gratuitas, olho pra dentro e percebo a paz.
Eu simplesmente em 2017 me tornei eu.
Agradeço a todas as pessoas, sem a mínima exceção, por serem exatamente como são. Se não fosse elas eu não seria eu. Sou a mistura de todas em todos os traços de suas personalidades, e quer saber? Fiquei com o melhor delas!
Aprendi que o que desejo para mim, primeiro eu devo ofertar, que as vezes escorrego mais não me cobro mais tanto, porque sei que sou imperfeita, parei de ser cruel comigo mesma.
Que a busca é minha e de mais ninguém, é uma luta solitária da gente com a gente mesmo.
Não sou quem fui ontem, nem serei amanhã o que sou hoje, aprendi o significado da flexibilidade.
Aprendi que problemas vão sempre existir, mudei o foco, hoje olho para a solução deles.
Observo se estou ‘chocando ovo de cuco’ ou mantendo sal no copo, e ascendo vela como símbolo da luz do ser humano e não por achar que o próprio ato a trará .
Entre outras que aprendi, esse ano me ensinou a conviver com a morte em todos os seus sentidos.
Desapeguei da idéia de posse, ou de controle.
Aprendi a agradecer,foi a melhor das minhas lições! Agradeci por conviver com pessoas especiais em meu coração, que hoje em outro plano, fizeram parte da minha vida.
Aprendi que estamos de passagem e que aproveitar ao máximo qualquer oportunidade de estar presente é a melhor opção.
Que em um dia tudo muda!
Que felicidade é uma escolha, que conhecimento te liberta, que liberdade te ensina.
Que dar a cara pra bater é uma incrível oportunidade, se fazer uso da humildade, de amadurecer.
Aprendi a falar de vez em quando e que o silêncio tem sua voz.
Que não preciso de rótulos!
Que pra vir o novo, o antigo deve morrer.
Que nem toda morte é ruim.
Que criar algo é simplesmente incrível.
Que chorar faz bem
E rir melhor ainda.

Que coisas ruins acontecem, mais a forma de olha-las mudou. Derrepente me enxergei sendo uma pessoa feliz passando por um momento triste. Compreendi? !

Que pessoas boas existem e iluminam nossas vidas e as más modificam ela, se é pro bem ou pro mau só depende de nós.

Se me olhar por fora, continuo a mesma, mas por dentro algo em mim mudou.

Aprendi que nada é o que parece ser, e o que é , é mais simples do que parece.

Que a saudade dói, que a ferida sara, que gosto de ficar sozinha e que odeio comer só.

Que a realidade é uma ilusão, que temos um poder enorme dentro de nós, que o dinheiro é sim importante, que tenho que trabalhar minha impaciência.

Aprendi que não sei de nada, que é bom ser bom,que coincidências não exitem, que escolher é melhor que apenas aceitar.

Não tenho mais medo da platéia e sem querer ser cliché mais ja sendo, aprendi que muitas pessoas podem me amar pelo que eu sou e muitas outras me odiar pelo mesmo motivo.

Ainda sou eu, mais algo em mim mudou.

 

 

 

 

 

 

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